Não temas, ó Ritália

XXXIII

Não temas, ó Ritália, que o choroso,
O desvelado Elmano a fé quebrante,
Não desconfias do singelo amante,
Que tu podes, tu só, fazer ditoso.

Serena o coração terno e cioso,
Que inda minhalma te há de ser constante
Se, primeiro que a tua, andar errante
Pelas margens do Letes preguiçoso.

Naquela ao sol inacessível parte,
Dos manes taciturnos entre o bando
Ao negro esquecimento hei de furtar-te.

E o pensamento alígero voando
Por abafados ares, visitar-te
Dali virá meu bem, de quando em quando