Nas horas de Morfeu vi a meu lado
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Nas horas de Morfeu vi a meu lado
Pavoroso gigante, enorme vulto:
Tinha na mão sinistra, e quase oculto,
Volume em férrea pasta encadernado.
-Ah! Quem és ( lhe pergunto arrepiado)
Mereces o meu ódio, ou o meu culto?
¨Sou (me diz) o que, em sombras te sepulto,
Sou teu perseguidor, teu mal, teu fado.
¨Corres, triste mortal, por minha conta.
Mas há de a meu despeito haver quem corte
A série de tormentos, que te afronta:
Poder vem perto, que te mude a sorte:
Lá tens o teu regresso...¨E nisto aponta,
Olho rapidamente, e vejo a Morte.
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