Por quem os sinos dobram (1979)


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Ide a Mim Dada Go
Diamante de Mendigo Go
A Ilha da Fantasia Go
Na Rodoviária Go
Por Quem os Sinos Dobram Go
O Segredo do Universo Go
Dá-lhe que Dá Go
Movido a Álcool Go
Réquiem para uma Flor Go















Ide a Mim Dada
(Raul Seixas e Oscar Rasmussem)

Ide a mim dada
Vinde a mim neném
Bate uma xará
Que eu quero outra também

É que eu estou trazendo uma novidade total
Feita pra nós e para o povo em geral
Quem dança comigo a dança do ide a mim
Vai se viciar não vai querer mais sair

Nem de vitória, nem derrota eu falei
Tudo o que eu quero, é ouvir o povo cantar
E pra consciência é que eu não posso mentir
Pois, meu travesseiro não me deixa dormir

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Diamante de Mendigo
(Raul Seixas e Oscar Rasmussem)

Eu tive que perder minha família
Para perceber o benefício
Que ela me proporcionava
É triste aceitar esse engano
Quando já se esgotam as possibilidades

E agora sofro as atitudes que tomei
Por acreditar em verdades ignorantes
Que na época tomei
Acreditando numa moda passageira
Que se foi tal qual fumaça

Não respeitei o sacrifício
Que custa pra construir
A fortaleza que se chama família
Acabamos, no fim, perdendo a quem nos ama
Só porque o jornaleiro da esquina
Falou que é otário aquele que confia
E é tão difícil confiar em alguém
Quando a gente aceita se mentir,
Se mentir...

Somente conhecendo a beleza da união
É que a gente tem a força
Pra não, não se enganar
Eu que me achava um diamante
Nas mãos de mendigos
Pelo medo de não sê-lo

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A Ilha da Fantasia
(Raul Seixas e Oscar Rasmussem)

Vamos logo que já tá na hora de zarpar
Vem sem medo que não vamos naufragar
Navegador!
Não se esqueça, meu amigo, de chamar o seu vizinho
Navegador!
Vê se na praça tem alguém pra vir
A barca de Noé tá pra sair, navegador
A barca de Noé já vai partir

Vamos escolher melhores condições
Longe desse triste carnaval de ilusões
Navegador!
Deixa os que sonham em ser felizes
Habitando o paraíso
Navegador!
Já faz tempo que esperou
Vivendo sob leis que não criou
Navegador
Vivendo sob as leis que não criou

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Na Rodoviária
(Raul Seixas e Oscar Rasmussem)

O oboé e a flauta soam
Assim como os sinos ecoam
Em ecos nobres procedentes do Oriente
Nada de novo no front
Treze vezes
Anteontem
Ah, meu Deus
O invento da vela

Cinderela e Aladim
Abracadabra e Abra Melim
Abre-te Sésamo, James Dean
Noves fora zero - Nada
Al Capone Bruce Lee
Você pode também estar aqui
Na lista telefônica
Assim como a vela

A vela de cera
E a cera pega fogo
E o fogo lá da vela
É o eterno coringa do jogo

O pa-pa-Papai Noel
É um presépio de papel
Confunde a quem não puder se defender
É 35 de aluguel, foi aljures mausoléu
Violeta Parra e Nero iluminaram Roma
Assim como a vela

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Por Quem os Sinos Dobram
(Raul Seixas e Oscar Rasmussem)

Nunca se vence uma guerra
Lutando sozinho
Cê sabe que a gente precisa
Entrar em contato
Com toda essa força contida que vive guardada
O eco de suas palavras
Não repercutem em nada

É sempre mais fácil
Achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão
Dum possível aliado
Convence as paredes do quarto
E dorme tranquilo
Sabendo no fundo do peito
Que não era nada daquilo

Coragem - coragem!
Se o que você quer é aquilo
Que pensa e faz
Coragem - coragem!
Que eu sei que você pode mais
(muito mais)

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O Segredo do Universo
(Raul Seixas e Oscar Rasmussem)

Dentro do mambo e da consciência
Está o segredo do universo

Você que não se deixa delirar
Com a lua mãe
O sol que brilha América é promessa
É tua luz
Enquanto os transeuntes na Avenida Comercial
Muito preocupado sem saber em que pensar

Dentro do mambo e da consciência
Está o segredo do universo

Você que está no mundo só tem uma opção
O caminho é longo, home, ser feliz ou não
Que mambo e a consciência e a seqüência que ela traz
Momentos diferentes que confundem a tua paz

Dentro do mambo e da consciência
Está o segredo do universo

Trabalha cego para receber, não é?
O prêmio Nobel de um freguês
Daquilo tudo que você já fez...

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Dá-lhe que Dá
(Raul Seixas e Oscar Rasmussem)


Dá-lhe que dá

Dá-lhe que dá, mãe
Que não vai sangrar, não
Eu digo: vai lá!
Dá-lhe que dá

Tire a careta, mamãe
Vamos remar
Que essa onda já está pra estourar
E o perigo de você se afogar é muito
Muito Muito Muito


Dá-lhe que dá
Vai fundo
O resto é com vocês

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Movido a Álcool
(Raul Seixas, Tânia M. Barreto e Oscar Ramussem)

Diga, seu dotô as novidades
Já faz tempo que eu espero
Uma chamada do senhor
Eu gastei o pouco que eu tinha
Mas plantei aquela cana
Que o senhor me encomendou

Estou confuso e quero ouvir sua palavra
Sobre tanta coisa estranha acontecendo sem parar
Por que que o posto anda comprando tanta cana
Se o estoque do boteco
Já está pra terminar

Derramar cachaça em automóvel
É a coisa mais sem graça
De que eu já ouvi falar
Por que cortar assim nossa alegria
Já sabendo que o álcool também vai acabar?

Veja, um poeta inspirado em Coca-Cola
Que poesia mais sem graça ele iria expressar?
É triste ver que tudo isso é real
Porque assim como os poetas
Todos nós temos que sonhar

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Réquiem para uma Flor
(Raul Seixas e Oscar Rasmussem)

Fruto do mundo
Somos os homens
Pequenos girassóis
Os que mostram a cara
Enorme às montanhas
Que não dizem nada

Incapaces los hombres
Que hablam de todo
Y sufrem callados

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