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Islamismo

Islamismo, Islão (português europeu) ou islã (português brasileiro) (em árabe: إسلام; transl.: Islām), é uma religião abraâmica monoteísta articulada pelo Alcorão, um texto considerado pelos seus seguidores como a palavra literal de Deus (Alá, em árabe: الله ; transl.: Allāh), e pelos ensinamentos e exemplos normativos (a chamada suna, parte do hadith) de Maomé, considerado pelos fiéis como o último profeta de Deus. Um adepto do islamismo é chamado de muçulmano.

Os muçulmanos acreditam que Deus é único e incomparável e o propósito da existência é adorá-Lo. Eles também acreditam que o islã é a versão completa e universal de uma fé primordial que foi revelada em muitas épocas e lugares anteriores, incluindo por meio de Abraão, Moisés e Jesus, que eles consideram profetas. Os seguidores do islã afirmam que as mensagens e revelações anteriores foram parcialmente alteradas ou corrompidas ao longo do tempo, mas consideram o Alcorão (ou Corão) como uma versão inalterada da revelação final de Deus. Os conceitos e as práticas religiosas incluem os cinco pilares do islã, que são conceitos e atos básicos e obrigatórios de culto, e a prática da lei islâmica, que atinge praticamente todos os aspectos da vida e da sociedade, fornecendo orientação sobre temas variados, como sistema bancário e bem-estar, à guerra e ao meio ambiente.

A maioria dos muçulmanos pertence a uma das duas principais denominações; com 80% a 90% sendo sunitas e 10% a 20% sendo xiitas. Cerca de 13% de muçulmanos vivem na Indonésia, o maior país muçulmano do mundo. 25% vivem no Sul da Ásia, 20% no Oriente Médio, 2% na Ásia Central, 4% nos restantes países do Sudeste Asiático e 15% na África Subsaariana. Comunidades islâmicas significativas também são encontradas na China, na Rússia e em partes da Europa. Comunidades convertidas e de imigrantes são encontradas em quase todas as partes do mundo (veja: muçulmanos por país). Com cerca de 1,41-1,57 bilhão de muçulmanos, compreendendo cerca de 21-23% da população mundial, o islão é a segunda maior religião e uma das que mais crescem no mundo.



Etimologia

Islã provem do árabe Islām, que por sua vez deriva da quarta forma verbal da raiz slm, aslama, e significa "submissão (a Deus)". Segundo o arabista e filólogo José Pedro Machado, a palavra "Islão" não teria surgido na língua portuguesa antes de 1843, ano em que aparece no capítulo IX da obra Eurico, o Presbítero, de Alexandre Herculano.

O Islã é descrito em árabe como um "diin", o que significa "modo de vida" e/ou "religião" e possui uma relação etimológica com outras palavras árabes como Salaam ou Shalam (Shalaam / Shalom), que significam "paz".

Muçulmano, por sua vez, deriva da palavra árabe muslim (plural, muslimún), particípio activo do verbo aslama, designando "aquele que se submete". O vocábulo pode ter penetrado no português a partir do castelhano, sendo provável que essa língua o tenha tomado do italiano ou do francês, línguas nas quais o vocábulo surge em 1619 e 1657, respectivamente (no primeiro caso como mossulmani, na obra Viaggi, de Pietro della Valle, e no segundo como mousulmans, na obra Voyages, de Le Gouz de la Boullaye).

Em textos mais antigos, os muçulmanos eram conhecidos como "maometanos", este termo tem vindo a cair em desuso porque implica, incorrectamente, que os muçulmanos adoram Maomé (como, durante alguns séculos, por completo desconhecimento, o Ocidente pensou), o que torna o termo ofensivo para muitos muçulmanos. Durante a Idade Média e, por extensão, nas lendas e narrativas populares cristãs, os muçulmanos eram também designados como sarracenos e também por mouros (embora este último termo designasse mais concretamente os muçulmanos naturais do Magrebe, que se encontravam na Península Ibérica).

Islão pode se referir também ao conjunto de países que seguem esta religião (a jurisprudência islâmica utiliza nesse caso a expressão Dar-al-Islam, "casa do Islão").



História

Na tradição muçulmana, Maomé (c 570 - 8 de junho de 632) é visto como o último de uma série de profetas principais. Durante os últimos 22 anos de sua vida, começando aos 40 anos, em 610, de acordo para as primeiras biografias restantes, Maomé relatou revelações que ele acreditava serem de Deus, transmitidas a ele através do arcanjo Gabriel (Jibril). O conteúdo dessas revelações, conhecido como o Alcorão, foi memorizado e gravado por seus companheiros.

Durante esta época, Maomé pregava ao povo na cidade de Meca, implorando-los a abandonar o politeísmo e adorar um Deus. Embora alguns tenham se convertido ao Islã, Maomé e seus seguidores foram perseguidos pelas autoridades de Meca. Isso resultou na migração para a Abissínia de alguns muçulmanos (ao Império Axumita). Muitos dos primeiros convertidos ao Islã eram os pobres e ex-escravos como Bilal Ibn Rabah al-Habashi. A elite de Meca acreditava que Maomé iria desestabilizar a ordem social através da pregação de uma religião monoteísta, da igualdade racial e do processo de dar ideias aos pobres e seus escravos.

Depois de 12 anos de perseguição de muçulmanos por os habitantes de Meca, Maomé, sua família e os primeiros muçulmanos realizaram a Hijra ("emigração") para a cidade de Medina (anteriormente conhecida como Yathrib) em 622. Lá, com os convertidos de Medina (Ansar) e os migrantes de Meca (muhajirun), Maomé estabeleceu sua autoridade política e religiosa. Um Estado foi estabelecido em conformidade com a jurisprudência econômica islâmica. A Constituição de Medina foi formulada, instituindo uma série de direitos e responsabilidades para os muçulmanos, judeus, cristãos e para as comunidades pagãs de Medina, unindo-os dentro de uma comunidade - a Umma.



A Constituição estabeleceu: a segurança da comunidade, a liberdade religiosa, o papel de Medina como um lugar sagrado (com proibição da violência e de armas), a segurança das mulheres, as relações tribais estáveis ​​dentro de Medina, um sistema fiscal para apoiar a comunidade, os parâmetros para alianças políticas exógenas, um sistema de concessão de proteção das pessoas importantes e um sistema judicial para a resolução de litígios em que os não-muçulmanos também poderia usar as suas próprias leis. Todas as tribos assinaram o acordo para defender Medina de todas as ameaças externas e de viver em harmonia entre si. Dentro de alguns anos, duas batalhas foram travadas contra as forças de Meca: a primeira, a Batalha de Badr em 624, foi uma vitória muçulmana, e, em seguida, um ano depois, quando os habitantes de Meca retornaram a Medina, houve a Batalha de Uhud, que terminou de forma inconclusiva.

As tribos árabes no resto da Arábia, em seguida, formaram uma confederação e durante a Batalha da Trincheira sitiaram Medina com a intenção de acabar com o Islã. Em 628, o Tratado de Hudaybiyah foi assinado entre Meca e os muçulmanos e foi quebrado por Meca dois anos depois. Após a assinatura do tratado muito mais pessoas se converteram ao Islã. Ao mesmo tempo, as rotas comerciais de Meca foram cortadas quando Maomé trouxe as tribos do deserto circundantes para o seu controle. Em 629, Maomé foi vitorioso na conquista, quase sem derramamento de sangue, da cidade de Meca, e até ao momento da sua morte, em 632 (com a idade de 62), ele conseguiu unir as tribos da Arábia sob um único sistema político e religioso.



Expansão e conflitos civis (632-750)

Com a morte de Maomé, em 632, a discordância eclodiu sobre quem iria sucedê-lo como líder da comunidade muçulmana. Abu Bakr, um companheiro e amigo próximo de Maomé, foi nomeado o primeiro califa. Durante a liderança de Abu Bakr os muçulmanos se expandiram para a Síria depois de derrotar uma rebelião de tribos árabes em um episódio conhecido como as guerras Ridda, ou "Guerras de Apostasia". Neste período, o Alcorão foi compilado em um único volume.

A morte de Bakr, em 634, resultou na sucessão de Umar ibn al-Khattab como o califa, seguido por Uthman ibn al-Affan, Ali ibn Abi Talib e Hasan ibn Ali. Os primeiros califas são conhecidos como al-khulafā' ar-rāshidūn ("califas bem orientados"). No governo deles, o território sob o domínio muçulmano expandiu profundamente em regiões persas e em territórios bizantinos.

Quando Umar foi assassinado pelos persas em 644, a eleição de Uthman como sucessor foi recebida com uma crescente oposição. Cópias padrão do Alcorão também foram distribuídos em todo o Estado islâmico. Em 656, Uthman também foi morto e Ali assumiu o cargo de califa. Após a primeira guerra civil (a "Primeira Fitna"), Ali foi assassinado por carijitas em 661. Após um tratado de paz, Muawiya I chegou ao poder e começou a dinastia Omíada.



Estas disputas pela liderança política e religiosa daria origem ao cisma na comunidade muçulmana. A maioria que aceitava a legitimidade dos três governantes antes de Ali ficou conhecida como os sunitas. A minoria discordante, que acreditava que somente Ali e alguns de seus descendentes deviam governar, ficou conhecida como os xiitas.[33] Após a morte de Muawiya em 680, o conflito sobre a sucessão eclodiu novamente em uma guerra civil conhecida como o "Segunda Fitna".

A dinastia Omíada conquistou o Magrebe, a Península Ibérica, a Gália Narbonense e Sind. As populações locais de judeus e de cristãos nativos eram perseguidas por serem minorias religiosas e os muçulmanos tributavam-nas pesadamente para financiar as guerras bizantino-sassânidas, o que ajudou os muçulmanos a tomarem terras de bizantinos e persas, resultando em conquistas excepcionalmente rápidas. A partir da Constituição de Medina, os judeus e os cristãos continuaram a usar suas próprias leis no Estado islâmico e tinham seus próprios juízes.

Os descendentes do tio de Maomé, Abbas ibn Abd al-Muttalib, reuniram os convertidos descontentes não-árabes (Mawali), árabes pobres e alguns xiitas contra os omíadas e derrubou a dinastia com a ajuda do general Abu Muslim, o que deu início a dinastia Abássida em 750.



Crenças

O islão ensina seis crenças principais:

1) a crença em um único Deus;
2) a crença nos anjos, seres criados por Deus;
3) a crença nos livros sagrados, entre os quais se encontram a Torá, os Salmos e o Evangelho. O Alcorão é o principal e mais completo livro sagrado, constituindo a colectânea dos ensinamentos revelados por Deus ao profeta Maomé;
4) a crença em vários profetas enviados à humanidade, dos quais Maomé é o último;
5) a crença no dia do Julgamento Final, no qual as ações de cada pessoa serão avaliadas;
6) a crença na predestinação: Deus tudo sabe e possui o poder de decidir sobre o que acontece a cada pessoa.

Deus

A pedra basilar da fé islâmica é a crença estrita no monoteísmo. Deus é considerado único e sem igual. Cada capítulo do Alcorão (com a exceção de um) começa com a frase "Em nome de Deus, o clemente, o misericordioso". Uma das passagens do Alcorão frequentemente usadas para ilustrar os atributos de Deus é a que se encontra no capítulo (sura) 59: "Ele é Deus e não há outro deus senão Ele, que conhece o invisível e o visível. Ele é o Clemente, o Misericordioso! Ele é Deus e não há outro deus senão Ele. Ele é o Soberano, o Santo, a Paz, o Fiel, o Vigilante, o Poderoso, o Forte, o Grande! Que Deus seja louvado acima dos que os homens lhe associam! Ele é Deus, o Criador, o Inovador, o Formador! Para ele os epítetos mais belos" (59, 22-24).

Os muçulmanos acreditam que a criação de tudo no universo foi pura ordem de Deus, "Seja e por isso é", e que o propósito da existência é adorar a Deus. Ele é visto como um Deus pessoal que responde sempre que uma pessoa está em necessidade ou quando clamam por seu socorro.[46] Não há intermediários, como um clero, para entrar em contato com Deus, que afirma: "Eu sou mais perto dele do que (sua) veia jugular." A reciprocidade é mencionada no Hadith: "Eu sou como o meu servo acha (espera) que sou."

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Isl%C3%A3o (Leia Mais)