Narasimha, o Leão-Homem

Hiranyakashipu era o irmão mais velho de Hiranyaksha que foi morto pelo avatar Varaha (javali) do Senhor Vishnu. Hiranyakashipu jurou vingar-se. Ele falou para seus seguidores (os asuras) destroirem todas as pessoas boas, apagarem seus fogos sacrificatórios e matarem suas vacas. Enquanto os asuras levaram a cabo suas ordens, ele foi para montanha Mandara e começou a praticar uma severa meditação para dominar todos os três mundos: terra (dharti), céu (swarga) e inferno (pataal). Ele se apoiou em uma só perna anos e anos. Limo começou a surgir da poeira acumulada em seu corpo. Formigas fizeram um formigueiro ao redor dele. O poder da devoção dele causou rios inundarem, montanhas tremerem e aldeias queimarem em fogo que ninguém começou.

A subida rápida no poder do demônio fez o devtas ficarem assustados.

Indra os conduziu ao Senhor Bramha. Eles pediram para Bramha que fizesse algo de forma que o demônio terminasse sua meditação. O Senhor Bramha foi ter com Hiranyakashipu e lhe disse que ficou impressionado pela sua devoção e lhe pediu que pararasse, pois lhe atenderia a um desejo seu.

Hiranyakashipu pediu para o senhor Bramha lhe conceder um desejo de forma que a morte não lhe viesse por intermédio de qualquer homem ou animal, de dia ou de noite, em um lugar fechado ou ao ar livre, nem na terra nem no ar. Bramha concedeu assim seu desejo. Com este novo poder Hiranyakashipu ficou até mesmo mais violento. Ele começou a matar todas as pessoas boas. Ele dirigiu o devtas para fora de seus palácios.

Seu pequeno filho Prahalad era devoto do Senhor Vishnu.

Hiranyakashipu não pôde aceitar que seu próprio filho estivesse adorando o Senhor Vishnu em sua própria casa. Ele tentou vários truques para conseguir que Prahlad deixasse de adorar o Senhor Vishnu mas todos em vão.

Finalmente ele pediu para sua irmã Holika que se sentasse em uma pira funerário com Prahlad em seu colo. Holika tinha um dom que o fogo não a queimava. Porém este fogo a queimou, tornando-a em cinzas e Prahlad emergiu intocável. Até mesmo hoje hindus queimam os troncos no dia sagrado de Holi em todas as praças das cidades para celebrar a devoção de Prahlad para com o Senhor Vishnu.

Hiranyakashipu decidiu finalmente que ele mataria seu próprio filho. Ele despertou Prahlad de sua profunda devoção e lhe indagou que se Vishnu estivesse em todos lugares, que ele deveria sair do pilar para o ajudar. Com essas palavras ele bateu o pilar com seu punho.

O pilar rachou e um estranho ser emergiu para fora do pilar. Tinha a cabeça, pescoço e mãos de um leão e o resto do corpo de um homem.

Não era nem homem nem animal. Hiranyakashipu reconheceu que era o próprio Senhor Vishnu. Ele desafiou o Senhor Vishnu ou Narasimha para lutar. Uma briga feroz emergiu. Finalmente o Senhor Vishnu levou Hiranyakashipu para debaixo do arco da porta que não estava nem em um lugar fechado nem ao ar livre. Ele ergueu o demônio e o colocou em suas coxas de forma que o demônio não estava nem na terra nem no ar. Foi depois do pôr-do-sol e logo antes da noite, mas nem de dia nem de noite.

Narasimha rasgou o corpo de Hiranyakashipu com suas mãos nuas e o matou. Prahlad estava então seguro e assim também os devtas e todas as pessoas boas na terra.

Hindus celebram o dia de Holi na memória do Avatar Narasimha do Senhor Vishnu. O dia começa em se vestindo a rigor com roupas brancas e limpas.

Pessoas borrificam água colorida uns nos outros. Eles vão então para as casas dos amigos e os abraçam enquanto aplicando um pó colorido seco em suas faces. Os amigos lhes oferecem doces. Um dos doces famosos feito neste dia é Gujhia. À noite eles colecionam muitos troncos de madeira e fazem um grande fogo nas praças das cidades. Neste fogo eles cozinham o pods de chana verde (como ervilhas ou garbanzos). O festival finda aproximadamente a meia-noite.

Obs:Uma cena desta festa é vista no lindo filme clássico "Maya".

Contadores da História: Kamal Sahgal, Rakesh Atreya, Sigrid Sahgal

 

 

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