Os Quatro Quadrantes Cerebrais

Sobre Criatividade, existe uma conceituação interessante que podemos analisar, criados por um psicólogo chamado Roger Von Oech. Este analisou as 4 formas de pensar do ser humano e simbolizou em quatro papéis.

Podemos dizer que o indivíduo, ao refletir sobre algo, deve ter quatro posturas: ele deve primeiro perceber, depois refletir, após concluir e, por último, agir. Estes quatro papéis podem ser representados na forma dos quatro quadrantes cerebrais: O Explorador, o Artista, o Juiz e o Guerreiro.

4 Quadrantes Cerebrais

O Explorador busca obter informações no mundo para justificar a sua curiosidade. Ele não se preocupa em qualidade de informações e sim em quantidade. Experimenta pesquisar várias abordagens e ângulos. Sua característica básica é a ousadia. Em termos de quadrante cerebral, este papel é função principal do Hemisfério Cerebral Esquerdo, em sua parte posterior. Esta mentalidade investigativa é essencial para o início do processo criativo.

O Artista dispõe de todos os dados que o Explorador obteve e os adapta, transforma, inverte, reinventa, compara, distorce e associa, transformando de todas as formas possíveis. Esta fase é a incubadora de idéias e nada deve ser criticado. A melhor frase para defini-lo é a de Linus Pauling: "O melhor jeito de se ter uma boa idéia é se ter uma porção de idéias". Este lado da mente é função principal do Hemisfério Cerebral Direito, em sua paste posterior. A visualização ajuda muito neste processo.

O Juiz é o terceiro papel criativo. Ao contrário do que se pensa, este é um papel extremamente importante. Muitas ótimas idéias se perdem por não se usar o lado juiz no momento certo. O Juiz avalia o que o artista criou e questiona a sua adequação e viabilidade, adaptando os recursos disponíveis. Ele sempre se pergunta: "o que / quando / como / quanto?" E, também se pergunta, após a implantação de idéias: "o que pode ser melhorado? O que aprendi com as falhas? O que aprendi com os acertos?" Este lado da mente é função do Hemisfério Cerebral Esquerdo, em sua parte anterior. É uma das funções mais recentes, evolutivamente falando, do cérebro humano, o que justifica a dificuldade que temos de empregá-la apropriadamente. Muitas vezes nós permitimos que o Juiz invada o papel do Explorador ou do Artista, impedindo o desenvolvimento adequado de suas funções. Ou, ao invés, nós bloqueamos o Juiz, dificultando as nossas avaliações isentas de nossas decisões.

Uma boa frase para o nosso Juiz é a seguinte: "Os erros são um sinal de que estamos experimentando novos caminhos" (Roger Van Oech).

O Guerreiro é o quarto papel criativo. Ele obtém as idéias aprovadas pelo Juiz e as implanta. O Guerreiro é o seu Fazedor Interno e o Realizador - ele detém a chave da Motivação. Não é suficiente utilizarmos bem o Explorador, o Artista e o Juiz, se pecamos em impedir que o Guerreiro se manifeste. Esta parte está principalmente localizada em nosso Hemisfério Cerebral Direito, em nossa parte anterior, e ela é que nos encaminha para a realização. Uma boa frase para o Guerreiro seria: "O Guerreiro toma tudo como um desafio. O homem comum toma tudo como benção ou maldição." (Carlos Castaneda). O Guerreiro deve ser imune as críticas, pois o seu Juiz já teve tempo para verificar todas. O Guerreiro não deve ser cego ou teimoso e nem soberbo, mas manter-se firme, caso continue recebendo "feedback" positivo das outras partes de sua mente. Para isso deve lembrar-se da frase de Krisnamurti: "Quem tenta se analisar com base no que outra pessoa pensa, será sempre um ser humano de Segunda mão.".

Em suma, se perceber dificuldades com a sua Criatividade, analise se os seus papéis criativos por acaso não estão misturados ou enfraquecidos. Para isso é importante que os papéis sejam utilizados na hora certa: quando for hora de perceber, perceba; na hora de refletir, reflita; na hora de concluir, conclua; e na hora de agir, aja.

 

 

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