POLÊMICA: O plágio e o poetrix.

(por Goulart Gomes)

Não é objetivo do Movimento Internacional Poetrix - MIP - fazer ataques a ninguém. Mas é nosso dever defendermo-nos. Ataques, por sinal, todos os movimentos literários contemporâneos sofreram, a exemplo do Modernismo e do Concretismo, mas isso não os impediu de legarem sua contribuição à Literatura Brasileira. Detratores sempre existiram e sempre existirão. Sempre existirão aqueles que acharão mais fácil chamar a atenção para si destruindo o que está sendo realizado, que construindo algo de bom. Por isso, não citaremos, aqui, nomes de pessoas ou instituições. É justamente isso o que eles querem: aparecer à custa do trabalho de terceiros.

Mas, vamos aos fatos: O grupo de intercâmbio virtual POETRIX (poetrix@yahoogupos.com.br) tem por objetivo proporcionar aos poetrixtas e simpatizantes um espaço saudável para o intercâmbio de idéias e produções. Como em qualquer outro veículo de informação, não nos responsabilizamos pelo conteúdo das mensagens que, logicamente, são todas assinadas. Para que os interessados participem do grupo, solicitamos a sua identificação completa, uma vez que não admitimos participações sob pseudônimos. No Grupo Poetrix, todos tem o direito de expressar as suas opiniões ideológicas livremente, observando apenas as normas de conduta existentes, que são previamente informadas.

No Grupo Poetrix existem dois exercícios de Intertextualidade, chamados Cirandas e Clonix. Nas Cirandas, os autores enviam poetrix acerca de determinado tema previamente estabelecido. Os clonix são poetrix feitos a partir de um outro, já existente, de um outro autor, sempre havendo referência ao mesmo.

Dois autores que foram BANIDOS do Grupo Poetrix, por sua má conduta (aliás, ambos tem sido consecutivamente expulsos de diversos grupos, na Internet, por conduta indevida), fazendo-se de vítimas, tem lançado críticas inverídicas, afirmando que o MIP tem apoiado o plágio. Isso não é verdade. O MIP, repetimos, tem por objetivo estimular a criação e divulgação do poetrix. Não apenas no Poetrix, mas em qualquer instância, se um autor sentir-se plagiado por outro, deve resolver essa questão através do meio legal existente para isso: a Justiça. Não nos cabe exercer o papel do Poder Judiciário. Curioso que, esses autores citados (escudados atrás de entidades `fantasmas'), em verdade estejam exercendo o plágio numa dimensão muito maior e mais agressiva: plagiaram a Academia Virtual Brasileira de Letras, uma entidade cultural séria, que está desenvolvendo um trabalho honesto no mundo virtual.

O Movimento Internacional Poetrix é uma entidade séria, dispondo de uma coordenação com representantes de vários países, e com 170 pessoas cadastradas no seu grupo de intercâmbio. Pretendemos mantermo-nos acima das torpezas humanas, das quais, infelizmente, não estamos livres. Temos um objetivo maior, que é dar uma significativa contribuição à nossa pátria, que é a nossa Língua. Como diria Mário Quintana, a esses que gostam de atravancar os caminhos, nós, `passarinhos'; eles, `passarão'.

Goulart Gomes

Pra não dizer que não falei das flores

(por Marilda Confortin)

Então tá amigos poetrixtas. Vou cutucar esse vespeiro. O problema é que minha vara é curta e não tenho fumegador para me defender das ferroadas dos zangões. Sou tão leiga em apicultura quanto em lingüística. Eu gosto mesmo é do produto final. Sempre comi e me lambuzei do mel cantado e decantado dessas duas artes, sem nunca ter me preocupado com os aparatos utilizados na sua fabricação ou colheita. Mas aí pintou uma nova marca chamada Poetrix e para melhor apreciá-la tive que pesquisar algumas ferramentas, técnicas e variações. Mas não fui muito fundo, não.

Tipo assim: Li que alguns apicultores usam máscara de filó, com chapéu de algodão e outros usam máscara de arame, com chapéu de palha. No poetrix, alguns autores fazem uso de metáforas e tropos enquanto outros preferem paródia e pastiche. Tem especialistas no MIP que conhecem bem a diferença entre essas ferramentas e podem explicar melhor que eu, como e quando utilizá-las. Como apreciadora de poetrix, quero mais é sentir o gosto do mel no meu pão de cada dia.

Lembrei do Leminski numa de suas palestras. Ele disse que poeta é quem sente a poesia, não importa se escreva, publique ao não. E reforçou dizendo que quem não tem senso de humor não acha graça da piada. Todo mundo riu alto. Bando de puxa-sacos. Aí percebi que senso de humor não se mede pelo volume da gargalhada e que nem sempre quem ri por último ri melhor (sempre tem um bobo pago para rir alto nos programas de auditório, perceberam?) Mas voltemos às abelhas.

Sei que a grande contribuição ecológica da apicultura é provocar a fecundação utilizando o pólen, isso é: a polinização; E qual é a grande contribuição cultural do poetrix, senão polemizar provocando a fecundação da poesia? (O quê? Polêmica não é derivada de pólen? Putz! Então acabei de criar um neologismo. Desculpem.)

Os aprendizes, quando sentem o perfume de uma flor no pote de mel, podem pensar que o produto é falsificado. É não, gente! É que as abelhas costumam visitar a mesma flor várias vezes. Leitores desavisados também podem sair dizendo que as canções de exílio de Casimiro de Abreu, Murilo Mendes, Carlos Drummond de Andrade, Eduardo Alves da Costa, José Paulo Paes e tantas outras, são todas plágio da Canção do Exílio de Gonçalves Dias. São não, gente! É que os poetas costumam visitar as mesmas flores várias vezes.

O Poetrix, não só pratica a polinização (ou devo chamar de simulacro? Intertextualidade? Recorrência temática?), como incentiva a re-visita, a releitura e até criou uma categoria chamada Clonix.

Um clonix, nunca pode vir desacompanhado do poetrix que o originou. Não precisa nem explicar o motivo. É só ler o belo exemplo da Eliana e Lilian e, como diz no Segundo Manifesto Poetrix: "Vamos privilegiar a inteligência do leitor! Que ele morda, mastigue, engula e faça a digestão. Que se vire!

"MÃE
a teu colo sempre volto
quando a tristeza me mima
(Eliana Mora)

MÃE
a teu colo sempre volto
quando há tristeza menina
(Lílian Maial)

Gostaram? Eu também. E tem mais. Babei com as Cirandas. E o Segundo Manisfesto? "Nada se cria, tudo se copia, concluíram Bakhtin e Chacrinha. Então, vamos hiper, intra e intertextualizar, sejamos dialéticos, digitais e dialógicos. Queremos a inter/ação, queremos o simulacro, a paródia, o pastiche, o duplix, o triplix, o multiplix, o grafitrix, o clonix, o concretrix"

Poetrix não é brinquedo não. Ou a gente procura entender o significado de cada uma dessas palavras, pesquisa aí na Internet a história do Chacrinha,do Bakhtin, Kristeva, Calvino, Oswald, Drummond e do bispo que comeu sardinha, entra no espírito e diz um verso bem bonito, ou, diz adeus e vai simbora. Sem essa de ficar por aí, atirando um pau no gato e dizendo que o MIP incentiva o plágio. Que pobreza de espírito!

Uma curiosidade: "O Prof. Dr. Zander descobriu que uma abelha visita no mínimo 10 flores em um minuto. Ela precisa de 10 minutos para voltar de uma colheita. Visita, portanto, 100 flores. Ela faz, diariamente, 40 colheitas. Isso quer dizer que ela visita 4.000 flores por dia". Copiei essa informação do endereço: www.breyer.ind.br.

Querem saber quantas flores são polinizadas diariamente por uma colméia? Ou querem levar um susto e saber quantos poetrix foram escritos em 3 anos de existência do MIP e multiplicar pelo número de pessoas que leram esses poetrix na internet? Isso é que é polinização.

Qual era mesmo o motivo de eu estar escrevendo esse texto?

 

 

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